Onde a política faz sentido
Com um histórico de quatro mandatos transformadores em Flores e uma visão consolidada de integração regional, o ex-prefeito desponta no PSD como um dos nomes mais promissores para renovar a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Há lideranças políticas que nascem de alinhamentos provisórios, e há aquelas forjadas na dureza e na realidade do território. Marconi Martins Santana pertence à segunda categoria. Contador de formação e com forte experiência no setor bancário, ele carrega para a vida pública uma característica rara na política contemporânea: o método. É essa combinação de técnica administrativa com apelo popular que está transformando o nome de Marconi em uma verdadeira revelação no tabuleiro estadual de Pernambuco para as eleições.
Seu movimento mais recente e decisivo ocorreu em março de 2026, quando assinou sua filiação ao PSD. A estratégia do partido é clara: montar uma bancada forte e competitiva na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ao lado de outras lideranças regionais de peso, Marconi chega não apenas como um ex-prefeito, mas como um articulador que compreende que o desenvolvimento do Sertão não se faz isolando municípios, mas integrando regiões.
Para entender o peso da candidatura de Marconi, é preciso olhar para o retrovisor. Herdeiro do capital político de seu pai, Wilson Santana, cuja trajetória já era aclamada, Marconi soube construir a própria identidade. Ele não começou pelo telhado; sua vida pública teve início no Legislativo municipal, o espaço onde as cobranças da população são mais diretas.
Como prefeito de Flores, no Sertão do Pajeú, governou por quatro mandatos (2005–2012 e 2017–2024), deixando o cargo com altos índices de aprovação — em 2020, foi reeleito com expressivos 63,14% dos votos. A gestão foi marcada por um rigor fiscal que permitiu grandes investimentos. Ele não se limitou a pagar contas; promoveu uma verdadeira revitalização urbana e abraçou a valorização cultural. Eventos tradicionais, como a famosa Festa das Rosas, foram profissionalizados, garantindo não apenas lazer, mas injeção direta na economia local. Para a população de Flores, o consenso nas ruas reflete um sentimento claro: o de um gestor que qualquer cidade gostaria de ter.
Legislativo e Base
1989–1996
Inicia sua carreira política como vereador em Flores por dois mandatos consecutivos, chegando a presidir a Câmara Municipal por duas vezes.
A Primeira Era no Executivo
2005–2012
Assume a prefeitura de Flores, liderando a cidade por oito anos com foco em ajuste fiscal e modernização da infraestrutura urbana.
O Retorno e a Consolidação
2017–2024
Volta ao comando do município por mais dois mandatos. Em 2020, consagra-se nas urnas com mais de 63% dos votos válidos, consolidando a revitalização da cidade.
Articulação no Governo
2025
Após deixar a prefeitura, assume como Secretário de Governo de Flores, mantendo ativa sua capacidade de articulação na gestão municipal.
O Salto Estadual
Março de 2026
Filia-se ao PSD ao lado de outras grandes lideranças, pavimentando oficialmente sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco.
O que diferencia um "bom prefeito" de um "líder estadual" é a capacidade de enxergar além das fronteiras de sua própria cidade. Foi exatamente essa transição que Marconi Santana operou ao assumir a presidência do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ).
Em um modelo de gestão moderna, os consórcios públicos são as ferramentas mais eficientes para atrair recursos federais e estaduais, baratear licitações e resolver problemas estruturais — como destinação de resíduos sólidos e saúde de média complexidade — que prefeituras sozinhas não conseguem bancar. À frente da instituição, Marconi atuou como um diplomata do Sertão. Ele estreitou laços entre os prefeitos da região, mostrando que o Pajeú unido negocia com muito mais peso no Palácio do Campo das Princesas do que municípios isolados.
Chamar Marconi Santana de "revelação" no cenário estadual soa como um paradoxo para quem acompanha a política do Sertão. Ele já é uma realidade no Pajeú há décadas. No entanto, para a lógica da capital e da Alepe, a chegada de um quadro com essa densidade eleitoral e capacidade técnica é, de fato, uma novidade que altera o balanço de forças.
A população pernambucana tem exigido perfis no Legislativo que entendam na prática como a máquina pública funciona. A experiência de um ex-prefeito tetracampeão nas urnas oferece a garantia de que as leis e emendas propostas terão viabilidade real nos municípios. Marconi entra na corrida não apenas para ocupar uma cadeira, mas para ser uma voz técnica e incisiva em defesa de um modelo de desenvolvimento regional estruturado.
O Sertão do Pajeú já deu a Pernambuco grandes nomes da política. Ao que tudo indica, as eleições de 2026 estão prestes a confirmar mais um.
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