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O funil de 2026: Redução de vagas e quociente eleitoral recorde redesenham o mapa de poder na Alepe

O xadrez eleitoral pernambucano para 2026 impõe uma realidade matemática implacável aos postulantes à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Os reflexos do Censo de 2022 não apenas reduziram a representação federal do estado de 25 para 24 vagas, mas também encolheram a Casa Joaquim Nabuco, que passará a contar com 48 deputados estaduais, em vez dos tradicionais 49.
Paralelamente a esse encolhimento de cadeiras, Pernambuco registra um eleitorado recorde, ultrapassando a marca de 7,22 milhões de cidadãos aptos a votar. O cruzamento desses dois fatores gera um cenário de altíssima competitividade: projeta-se que o quociente eleitoral atingirá a marca de 104 mil votos para a eleição de um único deputado estadual.
Na prática, esse número estratosférico inviabiliza projetos políticos solitários e extingue as chamadas "chapas fracas". A sobrevivência das legendas dependerá visceralmente de "puxadores de voto", figuras de peso capazes de superar com folga o quociente e arrastar consigo os demais pares de partido.
Diante do funil eleitoral, as recentes janelas de filiação funcionaram como um verdadeiro leilão de mandatos, polarizando a montagem dos "chapões" entre a base da governadora Raquel Lyra (PSD) e o bloco de oposição, capitaneado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
O bloco palaciano demonstrou musculatura ao articular o crescimento do PSD, que atraiu sete parlamentares estaduais influentes — a exemplo de Romero Sales Filho, Débora Almeida, Socorro Pimentel e Izaías Régis. Ao lado da governadora, o Progressistas (PP), sob o comando de Eduardo da Fonte, consolidou-se como um verdadeiro colosso legislativo, somando 12 deputados estaduais após absorver quadros como Joel da Harpa.
No campo oposto, a oposição avança com táticas distintas. O PSB aposta suas fichas em capitanear prefeitos e ex-prefeitos do interior, pavimentando uma base capilarizada para o projeto majoritário de João Campos. Já a federação encabeçada pelo PT, alinhada à polarização nacional, ancora-se em nomes ideológicos e de base social, como Dani Portela e Doriel Barros.
Correndo por fora, mas com grande potencial de desequilibrar o jogo, o Podemos estruturou uma das chapas mais competitivas da temporada. Ao aglutinar cinco deputados de mandato — Edson Vieira, Fabrizio Ferraz, Gustavo Gouveia, Luciano Duque e Wanderson Florêncio —, o partido traçou a meta agressiva de conquistar até oito cadeiras, assumindo o papel de fiel da balança na nova legislatura.
Em uma eleição pautada pela necessidade massiva de votos, o interior pernambucano, especialmente o Sertão do Pajeú, converte-se em um campo de batalha fratricida. É nesse território que gestores municipais bem avaliados testam sua viabilidade para a Alepe, atuando como "âncoras" regionais para seus partidos.
Um exemplo claro dessa movimentação é o ex-prefeito de Flores, Marconi Santana (PSB). Com o capital político de quatro mandatos no Executivo municipal — incluindo uma vitória com mais de 63% dos votos válidos em 2020 — e a experiência de ter presidido o consórcio regional Cimpajeú, Santana exemplifica a estratégia pessebista de conversão de liderança municipal em mandato legislativo.
O desafio para lideranças como Marconi Santana é hercúleo: romper as fronteiras de seus redutos originais (como Flores, Triunfo e Carnaíba) para atingir a faixa dos 104 mil votos, enfrentando simultaneamente o avanço da base governista e nomes consolidados na região, como Luciano Duque (Podemos).
A eleição de 2026 não será decidida apenas no carisma ou no histórico de obras, mas na engenharia partidária. O cenário projetado indica que candidatos com votações expressivas, na casa dos 30 mil a 40 mil votos, correrão o sério risco de ficar sem mandato caso suas legendas não atinjam o quociente mínimo. O jogo de bastidores feito agora é o que, de fato, determinará quem governará Pernambuco a partir do Legislativo.

Com um histórico de transformação em Flores e uma visão estratégica que une o Sertão ao Litoral, Marconi Santana consolida sua candidatura à Assembleia Legislativa focado no desenvolvimento regional e na histórica luta pela duplicação da BR-232 até Petrolina.
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